Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

Tratado das coisas que me irritam solenemente VI...

...ou dos comportamentos inconvenientes.

 

É verdade que começar uma semana por falar de coisas que nos irritam é capaz de não ser muito positivo, mas deu-me para aqui e não posso fazer nada. Uma das (muitas) coisas que me irritam solenemente é a insistência numa determinada sugestão.

 

Todos nós, em algum momento na vida, achamos que sabemos melhor do que os outros. Faríamos assim, diríamos assado, enfim, actuaríamos muito melhor do que os outros nesta ou naquela situação. E, como seres sociais que somos, muitas vezes inspirados por laços de amor ou amizade, achamos por bem dar a nossa opinião ou sugestão acerca da vida dos que nos são próximos.


A questão está em saber distinguir uma sugestão (legítima e em nada condenável) com a vontade que temos em que o destinatário da sugestão a siga. É que esta nossa vontade de impor a nossa sugestão já não é legítima, muito pelo contrário, e essa sugestão, deixa de ser isso mesmo – sugestão – e passa ser imposição, o que acaba por ser uma maçada (ou dizendo de outra forma, o que me causa uma urticária de todo o tamanho!).

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publicado por Lourencinha às 09:51

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Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

Tratado das coisas que me irritam solenemente V

 

(boneca sacada daqui)

 

 

A propósito de um comentário de um leitor recente, mas assíduo, deste espaço, há que seguir com a enumeração das coisas que me irritam solenemente. e hoje, cabe a vez àquelas pessoas a quem eu chamo os "à vontade não, à vontadinha!"

 

Refiro-me aos caramelos que, por algum distúrbio psiquiátrico, confundem a delicadeza ou educação das pessoas que com eles interagem com permissão para entrar pela vida delas e chafurdar o mais que lhes apeteça.

 

Sim, sim, como podem calcular eu também já tive de lidar com este tipo de pessoas, se bem que, com o mau feitio que me caracteriza, estas nunca conseguiram fazer grandes estragos (ou saber muito coisa a meu respeito). Graças a Deus, não estou a falar de verdadeiros psicopatas, mas o que é certo é que, de vez em quando, tenho de aturar gente que não se toca e que invade o meu espaço, sem permissão, só porque eu tenho aquele grave defeito que é o Berço.

 

Ainda há dias fiz referência a isto mesmo... àquelas pessoas que tem de estar coladinhas a mim, a respirar o ar que eu respiro, a querer saber tudo o que se relaciona com o meu dia, as verdadeiras lapas.  E tudo porque dei um sorriso, ouvi um desabafo ou dei um conselho. Irra, que já não se pode ser boa pessoa!

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publicado por Lourencinha às 20:07

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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Tratado das coisas que me irritam solenemente IV

Eu sei que devia ser tolerante, mas não estou a conseguir.

Se há coisa que me irrita solenemente é uma mente “poucochinha”. Não estou a falar de gente burra, estou a falar de gente pequenina, "poucochinha", pronto.

 

Eu sei que é muito fácil falar dos outros, principalmente quando tivemos (e temos!) uma vidinha fácil, feliz e bem sucedida. Mas também é verdade que está sempre nas nossas mãos crescer e melhorar. E se não temos a lucidez necessária para o fazer, porque estamos cansados de levar tantos pontapés na vida, pelo menos temos obrigação de aprender as lições que o Universo nos vai dando.

 

A pessoa objecto desta minha frieza já tem idade para ter juízo. E, principalmente, já tem idade para ter aprendido um ror de coisas importantes, como por exemplo, o auto-respeito e o respeito pelos outros, pela sua autonomia e individualidade. Só que a pessoa de quem falo está demasiado ocupada a chamar a atenção sobre si mesma, tendo já se envolvido em determinadas campanhas sociais, apenas para que olhem para ela, lhe escrevam, lhe liguem e, mais importante, lhe agradeçam. É verdade que a solidão é uma dor terrível, mas muitas vezes as pessoas estão sozinhas porque afastam os outros, por mau feitio, por possessividade (eu sei que esta palavra não existe, ok?) ou por má formação.

 

A pessoa de quem falo tem uma filha que, segundo acusa diariamente, não lhe liga nenhuma. E eu, que até acho que a filha exagera um pouco no desprezo que lhe dá, não posso deixar de a compreender... é que o tal desprezo é quase uma questão de sobrevivência e de preservação da respectiva sanidade mental.

 

Imaginem que a senhora em questão, no dia em que a filha – mulher quase quarentona, independente - lhe comunica que vai viver junto com o namorado, se lembra de dizer, enquanto passeavam lá pelos lados da linha de Cascais, “uma colega minha está a pagar um balúrdio para que o pai esteja internado num determinado hospital XPTO. E tu, o que é que pensas fazer quando eu já não puder estar em casa?”

 

Depois de ouvir isto, saltou-me a tampa! Caramba, nunca conheci alguém que gostasse tanto de ser um fardo para os outros. Com que direito é que uma mãe faz uma pergunta destas a um filho? Agora o apoio da família mede-se em euros e mordomias?

 

Apesar de eu saber muito bem os pais que tenho (os melhores do mundo!), confirmo com esta gentinha medíocre, o seu enorme valor, porque os meus pais prefeririam morrer a que eu tivesse de penhorar o meu futuro por eles (o que até faria...).

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publicado por Lourencinha às 11:51

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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010

Tratado das coisas que me irritam solenemente III...

... ou não me cansem a beleza, por favor!

 

Se há coisa que me irrita solenemente (outra!) é aquele interlocutor que, perante uma pergunta ou solicitação minha, me responde tudo aquilo que eu não perguntei e que nem quero saber.

A situação a relatar passou-se ontem, numa agência bancária, onde entrei com a minha mãe. Pretendíamos saber as condições dos depósitos a prazo (sublinho aqui, depósitos a prazo). Pois bem, a senhora que nos atendeu começou a simular uma grande intimidade connosco (o que me começou a impacientar, uma vez que nunca nos tinha visto mais gordas!) e depois decidiu maçar-nos com as condições de produtos que eram tudo menos depósitos a prazo. Quem já me conhece sabe que a senhora não nos maçou por muito tempo... aliás, à segunda frase das condições de aquisição de títulos de dívida pública, eu interrompi (foi mais forte do que eu) com o meu já famoso mau génio :" Ouça, eu quero as condições dos de-pó-si-tos a pra-zo."

 

Mais à frente, mantendo o registo de intimidade inicial, decidiu, totalmente a despropósito dado os valores em causa, enveredar pelo tema do Fundo de Garantia de Depósitos, prometendo à minha mãe garantias que o tal fundo não dá. É claro que não expliquei à senhora como o referido fundo funciona porque não trabalho de graça, nem trabalho para a concorrência. No entanto, fica o alerta: nem tudo o que vos dizem nas agências bancárias é verdade, seja porque não têm a formação adequada, seja porque de tão pressionados por objectivos, dizem qualquer coisa que faça os clientes depositarem ou aplicarem lá o seu dinheiro.

publicado por Lourencinha às 14:45

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Quarta-feira, 31 de Março de 2010

Tratado das coisas que me irritam solenemente II

Pois, já que estou com a pica toda no que toca àquilo que me irrita solenemente, aqui deixo outra pérola... sempre sem referir nomes, não vá ferir susceptibilidades alheias - sim, alheias, porque a minha ninguém se importa de ferir, mas isso agora não interessa nada.

 

Há pessoas que tomam a amizade, carinho e dedicação das outras como algo garantido, como se de direitos adquiridos se tratassem.

 

Ao longo da minha vida, tenho tido o privilégio de conhecer pessoas lindíssimas. E é graças a essa convivência que aprendo diariamente aquilo que realmente importa na vida: o amor (em todas as suas manifestações), a integridade, a justiça. Porém, também conheço algumas pessoas que, apesar de lindíssimas, cometem o pecado de se esquecer que eu também tenho vida e direito de vivê-la como me aprouver, consoante a minha consciência e vontade. E que, o simples facto de os meus hábitos mudarem num determinado momento, não significa que eu seja menos amiga delas ou que me importe menos, apenas significa que não estarei 24 horas disponível.

E tenho direito a isso! Tenho direito à minha privacidade, a fazer as minhas escolhas e a não ter que aturar cobranças de espécie alguma. Eu não o faço, porque raio é que tenho de aturar birras aos outros? Mas eu, agora, tenho de pedir licença para viver?

 

Na minha opinião, as cobranças são a mais pura manifestação de insegurança e do complexo de inferioridade. Se um amigo tiver coisas combinadas com outras pessoas, isso não significa que já não seja meu amigo, nem justifica que lhe telefone durante o dia inteiro a perguntar quando é que acaba o seu compromisso. Além de que estas cobranças revelam uma auto-estima muito baixa - diria mesmo, subterrânica.

 

Deus me livre andar a cobrar encontros ou atenções, até porque encontros e atenções "obrigatórios" saber-me-iam muito mal.  A amizade não tem exclusivos. A amizade não é uma prisão.

 

E, mais importante, eu não mereço isso! 

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publicado por Lourencinha às 15:16

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Tratado das coisas que me irritam solenemente I

Pois, este é um tema como outro qualquer.

 

Pretendo expurgar das minhas entranhas tudo aquilo que me tirar do sério, sejam pessoas ou situações.

 

E neste primeiro momento pretendo falar sobre uma pessoa.

 

Antes de mais, convém esclarecer que eu tenho o hábito (terrível ou não, that's just the way i am!) de classificar as pessoas com quem lido, com base, não só, na primeira impressão que me causam (o que raramente me engana), mas também numa observação cuidada e isenta, qual juiz, do seu comportamento e qualidades. Assim, chego muitas vezes (até aqui sou abençoada!) à conclusão que estou perante pessoas de valor, leais, maduras e com imenso para me ensinar. Porém, às vezes, chego a conclusões opostas. Como é o caso do primeiro "ataque de caspa" que pretendo contar. Não porque a pessoa em causa seja muito importante, mas porque finalmente cheguei a uma conclusão acerca dela e, como desde sempre desconfiei, não foi a melhor.

 

Falo de uma pessoa que sempre me deixou desconfiada. Não por ser desonesta, mas por achar que tudo nela era forçado, principalmente, os risos, a simpatia e a proactividade.

 

Sim, é verdade, estou-vos a falar de uma verdadeira lambe-botas. Mas não é uma lambe-botas qualquer. É daquelas que se têm em muito boa conta. Tão boa conta que acha normal corrigir o trabalho dos outros, ou mesmo do director, apesar de o tema não ser da área de formação dela, tudo em nome "de excesso de zelo". Sem contar com o facto de se achar muito melhor do que doutores que já o eram quando ela nasceu.

 

Outra coisa que gosta muito  é fazer-me a mesma pergunta, no mesmo tom, tipo gravação, durante dois minutos, ao ponto de já lhe ter madando (porque a minha paciência também tem limites!) um dos meus berros característicos com os dizeres " desculpe, mas não ouviu a resposta ou não a percebeu?"

 

O que me vai consolando é que quem tinha de topar o género do bicho, já o fez... e nem precisou de fazer um grande esforço. É que, felizmente, a aventesma não precisa de ajuda... enterra-se sozinha.

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publicado por Lourencinha às 09:09

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